Dom Francesco Biasin aponta frutos e desafios do Diálogo Ecumênico no Brasil

Dom BiasinO presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, dom Francesco Biasin, ao apresentar, hoje pela manhã, os trabalhos desenvolvidos por sua comissão aos bispos do Conselho Episcopal Pastoral, destacou os frutos e desafios do Diálogo Ecumênico no Brasil. “ O ecumenismo não deve ser visto como uma espécie de apêndice, que se junta à atividade tradicional da Igreja, mas que pertence organicamente à sua vida e ação”, ressaltou. Dom Biasin lembrou a fala do papa João XXIII sobre a unidade dos cristãos: “É muito mais forte aquilo que nos une do que quanto nos divide”.
O bispo pontuou alguns resultados do diálogo entre os cristãos como, por exemplo, a fraternidade reencontrada; a solidariedade no serviço à humanidade; a convergência na Palavra de Deus e no culto divino; e o crescimento da comunhão.
Falou sobre a sensibilidade da CNBB diante da situação do pluralismo eclesial e religioso contemporâneo por meio do Plano Pastoral de Conjunto, que criou a linha 5 sobre o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso; da integração e criação de organismos ecumênicos como, por exemplo, a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese); o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic); as comissões de diálogo (luteranos, anglicanos, judeus, presbiterianos unidos; criação de estruturas para o diálogo nos regionais e dioceses e formação ecumênicas por meio de cursos, simpósios, programas de rádio e a revista “Caminhos de Diálogo”.
Entre os desafios, dom Biasin abordou o preconceito e a ignorância em relação ao ‘outro religioso’; o desconhecimento e a resistência em relação ao ecumenismo e diálogo inter-religioso; a emergência do pluralismo religioso; a formação ecumênica dos ministros ordenados, lideranças e comunidades; o fortalecimento das estruturas de diálogo nos regionais e dioceses, entre outros.
JMJ
Dom Biasin destacou o envolvimento da juventude com o diálogo ecumênico e inter-religioso e recordou que, um dia antes do início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), foi realizado um encontro com cerca de 150 jovens católicos, judeus e muçulmanos da América Latina. Trata-se de um seminário promovido pela Juventude Inter-religiosa do Rio de Janeiro, na Pontificia Universidade Católica (PUC/RJ), e que contou com a presença do arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta.
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