• Padroeiro da Cidade de Una - 19.03

    São José era carpinteiro na Galiléia e marido da Virgem Maria, protetor da Sagrada Família.

  • Padroeira do Brasil

    O Dia de Nossa Senhora Aparecida foi oficialmente instituído a partir do decreto de Lei nº 6.802, de 30 de junho de 1980.

  • Campanha da Fraternidade 2019

    Tema: Fraternidade e Políticas Públicas Lema: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27).

  • Paróquia São José

    Una - Bahia.

  • Igreja Católica Apóstolica

    Fundada de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo e que tem o apóstolo Pedro como figura de destaque, pois foi através dele que a Igreja começou a ser edificada (Mateus 16:18)..

Missa de Encerramento do Mês da Bíblia - 29.09.2013





















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Grupo Jovem - Una e Colônia de Una

Os grupos de jovens, da Comunidade Matriz de São José, e da Comunidade Nossa Senhora de Fátima, se reuniram no último domingo (29.09), para um encontro de formação, com direito a palestra, diversão e almoço.
O Pe Gilvan Oliveira, afirma ser fundamental esse tipo de encontro, pois ensina aos jovens a dividir, compartilhar, ter amizades, é uma oportunidade extra de conhecer melhor cada colega de grupo.


















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A bíblia e o celular.




Já imaginou o que aconteceria se tratássemos nossa Bíblia do jeito que tratamos nosso celular?
E se sempre carregássemos nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecêssemos em casa ou no escritório?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se com ela presenteássemos as crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela “pega” em qualquer lugar.
Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta os créditos não têm fim. E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.


Nela encontramos alguns telefones de emergência. Quando você estiver triste, ligue João, 14.
Quando pessoas falam de você, ligue Salmo 27.
Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51.
Quando você estiver preocupado, ligue Mateus 6: 19,34.
Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91.
Quando sentir Deus distante, ligue Salmo 63.
Quando sua fé precisar ser ativada, ligue Hebreus, 11.
Quando você estiver solitário e com medo, ligue 1 Coríntios, 13.
Para saber o segredo da felicidade, ligue Colossenses 3: 12-17.
Quando você se sentir triste e sozinho, ligue Romanos 8: 31,39.
Quando você quiser paz e descanso, ligue Mateus, 11: 25-30.
Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmo 90.
Buscai o Senhor enquanto se pode achá-lo. Invocai-o enquanto está perto. (Isaías,55: 6).
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O Papa, os padres e os carros - O apego material impede o encontro profundo com Deus


Imagem de Destaque

No dia 6 de julho, pouco antes de iniciar sua viagem ao Brasil, o Papa Francisco se entreteve com um grupo de, aproximadamente, 6 mil candidatos à vida religiosa e ao sacerdócio, que haviam chegado de toda a Itália. Em dado momento, ele confessou que «não se sente bem quando vê padres e religiosos em carros “último modelo”. Não pode ser! O carro é necessário, mas que seja simples! Pensemos em quantas crianças morrem de fome! Num mundo em que as riquezas causam tanto dano, temos que ser coerentes. O dinheiro não pode ser a primeira preocupação da paróquia».

O “carro dos padres”, porém, é apenas a “ponta do iceberg” da grande reforma que o Papa deseja ver abraçada, primeiramente pelos eclesiásticos e, em seguida, por todos os cristãos que almejam um futuro melhor para a Igreja e para a sociedade. Para ele, o apego aos bens materiais impede o encontro íntimo e profundo com Deus, transforma a Igreja numa empresa e corrompe o coração humano, fazendo-o insensível às necessidades e aos sofrimentos dos irmãos. Quando não partilhados, os bens escravizam a quem os detém. Seu lugar deve ser ocupado pela única riqueza que alimenta a esperança da humanidade: a solidariedade.

Foi o que disse no Rio de Janeiro, na visita que fez, no dia 24 de julho, ao Hospital São Francisco de Assis: «Quis Deus que meus passos, depois do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, se dirigissem para o santuário do sofrimento humano, que é o Hospital São Francisco de Assis. É bem conhecida a conversão do santo patrono de vocês: o jovem Francisco abandona riquezas e comodidades para fazer-se pobre entre os pobres. Entende que não são as coisas, o ter, os ídolos do mundo, a verdadeira riqueza; não são eles que dão a verdadeira alegria, mas, sim, seguir a Cristo e servir os irmãos».

No dia seguinte, no encontro que manteve com a Comunidade de Varginha, o Papa acrescentou que a conversão e a identidade do cristão se realizam plenamente na atividade por uma sociedade justa e fraterna: «Ninguém pode ficar insensível diante das desigualdades que subsistem no mundo! Não é a cultura do egoísmo e do individualismo que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas a cultura da solidariedade, que faz ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão.

Nenhum esforço de pacificação será duradouro nem haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, marginaliza e abandona na periferia a parte de si mesma. Uma sociedade que assim age, empobrece a si própria e perde algo de essencial de si mesma. Só quando somos capazes de partilhar é que nos enriquecemos: tudo aquilo que se partilha, se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é demonstrada pela maneira como trata a quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!».

Por fim, no dia 27, ao discursar para bispos, sacerdotes, religiosos e seminaristas, reunidos na catedral metropolitana, Francisco lhes indicou o caminho para a grande obra de renovação eclesial e social por ele almejada: «Em muitos ambientes, ganhou espaço a cultura da exclusão e do descartável. Não há mais lugar para o idoso e para o filho indesejado. Não há mais tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. As relações humanas parecem regidas por dois dogmas: a eficiência e o pragmatismo. Tenhamos coragem de ir contracorrente! Não renunciemos a este dom de Deus, que é sermos a única família dos seus filhos. O que torna a nossa civilização verdadeiramente humana é o encontro, a acolhida, a solidariedade, a fraternidade. Coloquemo-nos a serviço da cultura da comunhão e do encontro!».

A simplicidade dos carros – acompanhada pela simplicidade de vida – impedirá que os ministros da Igreja se acomodem em seus templos ou lares, como meros prestadores de serviços religiosos. A comunhão e o encontro obrigam a sair, disse Francisco: «Não podemos nos enclausurar em nossas comunidades ou instituições, quando há tanta gente esperando o Evangelho! Não se trata somente de abrir a porta para acolher, mas de sair para procurar e encontrar. Com coragem, pensemos a pastoral a partir da periferia, a partir de quem está afastado e não frequenta a paróquia. Ele também é convidado à mesa do Senhor!».

Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados (MS)

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26º Domingo do Tempo Comum – Domingo 29/09/13

Primeira Leitura (Am 6,1a.4-7)

Leitura do Livro do Profeta Amós.
Assim diz o Senhor todo-poderoso: 1aAi dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! 4Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; 5os que cantam ao som das harpas, ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; 6os que bebem vinho em taças, e se perfumam com os mais finos unguentos e não se preocupam com a ruína de José.7Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito.

Responsório (Sl 145)

— Bendize, minha alma, e louva o Senhor.
— Bendize, minha alma, e louva o Senhor.
— O Senhor é fiel para sempre,/ faz justiça aos que são oprimidos;/ ele dá alimento aos famintos,/ é o Senhor quem liberta os cativos.
— O Senhor abre os olhos aos cegos,/ o Senhor faz erguer-se o caído;/ o Senhor ama aquele que é justo./ É o Senhor quem protege o estrangeiro.
— Ele ampara a viúva e o órfão,/ mas confunde o caminho dos maus./ O Senhor reinará para sempre!/ Ó Sião, o teu Deus reinará!

Segunda Leitura (1Tm 6,11-16)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo apóstolo a Timóteo.
11Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas.
13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo.
15Esta manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém.

Evangelho (Lc 16,19-31)

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: “19Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.
20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico.
E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.
23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.
24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim!
Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.
25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’.
29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’
30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’.
31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.
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Postura do ministério de música em animações litúrgicas


O lugar dos cantores e dos instrumentos musicais, tanto quanto a estrutura da igreja o permita, à schola cantorum deve destinar-se um lugar que manifeste claramente a sua natureza, como parte da assembleia dos fiéis, e a função peculiar que lhe está reservada; que facilite o desempenho dessa sua função, e que permita comodamente a todos os seus componentes uma participação plena na Santa Missa, isto é, a participação sacramental. (Instrução Geral do Missal Romano, 312). Com isso fica claro que os músicos não devem ter lugar de destaque mas fique fora do presbitério juntamente com o povo. Devem participar ativamente da Santa Missa, nas orações, nos cantos, nos momentos de silêncio e escuta da palavra de Deus.
No que diz respeito aos uso dos instrumentos, o órgão e os outros instrumentos musicais legitimamente aprovados sejam colocados num lugar apropriado, de modo a poderem apoiar o canto, quer da schola quer do povo, e a serem bem ouvidos por todos, quando intervêm sozinhos. É conveniente que o órgão, antes de ser destinado ao uso litúrgico, seja benzido segundo o rito que vem no Ritual Romano.

No tempo do Advento usem-se o órgão e outros instrumentos musicais com a moderação que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor.
 No tempo da Quaresma só é permitido o toque do órgão e dos outros instrumentos musicais para sustentar o canto.

Exceptuam-se, porém, o domingo Laetare (IV da Quaresma), as solenidades e as festas. (Instrução Geral do Missal Romano, 313).

Os instrumentistas devem ter cuidado para que a voz sempre esteja em primeiro plano para que o mais importante, que é o texto, seja entendido por toda a assembleia. As virtuosidades que tiram a atenção do povo não contribuem em uma celebração litúrgica.






Por Fábio Roniel
Fonte: http://www.cancaonova.com/cnova/ministerio/temp/inf_txt.php?id=2455 
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Discurso do Papa Francisco aos catequistas - 27/09/2013



DISCURSO

Discurso do Papa aos catequistas na Jornada dos Catequistas no Vaticano, por ocasião do Ano da Fé
Sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Queridos catequistas,

Estou feliz que no Ano da Fé haja este encontro para vocês: a catequese é um pilar para a educação da fé, e precisamos de bons catequistas! Obrigada por este serviço à Igreja e na Igreja. Mesmo se às vezes possa ser difícil, trabalha-se tanto, empenha-se e não se veem os resultados desejados, educar na fé é belo! Ajudar as crianças, os rapazes, os jovens, os adultos a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educativas mais belas, constrói-se a Igreja! “Ser” catequistas! Vejam bem, não disse “fazer” os catequistas, mas “sê-lo”, porque envolve a vida. Conduz-se ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho. E “ser” catequistas requer amor, amor sempre mais forte por Cristo, amor pelo seu povo santo. E este amor, necessariamente, parte de Cristo.

O que significa este partir de Cristo para um catequista, para vocês, também para mim, porque também eu sou um catequista?

1. Primeiro de tudo, partir de Cristo significa ter familiaridade com Ele. Jesus o recomenda com insistência ao discípulos na Última Ceia, quando estava prestes a viver o dom mais alto do amor, o sacrifício da Cruz. Jesus utiliza a imagem da videira e dos ramos e diz: permaneçam no meu amor, permaneçam ligados a mim, como o ramo está ligado à videira. Se somos unidos a Ele, podemos dar frutos, e esta é a familiaridade com Cristo.

A primeira coisa, para um discípulo, é estar com o Mestre, escutá-lo, aprender com Ele. E isto vale sempre, é um caminho que dura toda a vida! Para mim, por exemplo, é muito importante permanecer diante do Tabernáculo; é um estar na presença do Senhor, deixar-se olhar por Ele. E isto aquece o coração, mantém aceso o fogo da amizade, te faz sentir que Ele verdadeiramente te olha, está próximo a você e te quer bem. Entendo que para vocês não é assim simples: especialmente para quem é casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de calma. Mas, graças a Deus, não é necessário fazer tudo do mesmo modo; na Igreja há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isto se pode, é possível em toda etapa da vida. Neste momento, cada um pode se perguntar: como vivo este “estar” com Jesus? Tenho aqueles momentos em que permaneço na sua presença, em silêncio, deixo-me guiar por Ele? Deixo que o seu fogo aqueça o meu coração? Se no nosso coração não há o calor de Deus, do seu amor, da sua ternura, como podemos nós, pobres pecadores, aquecer os corações dos outros?

2. O segundo elemento é este: partir de Cristo significa imitá-Lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Esta é uma experiência bela, e um pouco paradoxal. Por que? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo sai do centro! Mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da tua vida, mais Ele te faz sair de ti mesmo, te descentraliza e te abre aos outros. Este é o verdadeiro dinamismo do amor, este é o movimento do próprio Deus! Deus é o centro, mas é sempre doação de si, relação, vida que se comunica... Assim nos tornamos também nós se permanecemos unidos a Cristo, Ele nos faz entrar neste dinamismo do amor. Onde há verdadeira vida em Cristo, há abertura ao outro, há saída de si para ir ao encontro do outro em nome de Cristo.

O coração do catequista vive sempre esse movimento de "sístole – diástole": união com Jesus, encontro com o outro. Sístole – diástole. Se falta um destes dois movimentos não bate mais, não vive. Recebe como dom o Kerigma, e por sua vez o oferece como dom. É esta a natureza do próprio Kerigma: é um dom que gera missão, que impulsiona sempre para fora de si mesmo. São Paulo dizia: “O amor de Cristo nos impulsiona”, mas este  “nos impulsiona”, pode se traduzir também em “nos possui”. É assim: o amor te atrai e te envia, te toma e te doa aos outros. Nesta tensão se move o coração do cristão, em particular o coração do catequista: união com Jesus e encontro com o outro? Se alimenta no relacionamento com Ele, mas para levá-Lo aos outros? Eu digo uma coisa para vocês: eu não entendo como um catequista pode permanecer parado, sem este movimento.

3. O terceiro elemento está sempre nessa linha: partir de Cristo significa não ter medo de ir com eles às periferias. Me vem à mente a história de Jonas, uma figura verdadeiramente interessante, especialmente nos nosso tempos de mudanças e incertezas. Jonas é um homem piedoso, com um a vida tranquila e organizada, isso o leva a ter os seus esquemas bem claros e a julgar tudo e todos com estes esquemas, de modo rígido. Por isso, quando o Senhor o chama e lhe diz para ir a Nínive, a grande cidade pagã, Jonas não quer ir. Nínive está fora de seus esquemas, é a periferia de seu mundo. E então, ele escapa, foge, embarca em um navio que vai para longe. Releiam o livro de Jonas! É breve, mas é uma palavra muito instrutiva, especialmente para nós que estamos na Igreja.

Que coisa nos ensina? Nos ensina a não ter medo de sair dos nosso esquemas para seguir a Deus, porque Deus vai sempre além, Deus não tem medo das periferias. Deus é sempre fiel e criativo, não é fechado e por isso nunca é rígido, nos acolhe, nos vem ao encontro, nos compreende. Para ser fiel, para ser criativo, é necessário saber mudar. Para permanecer com Deus necessita saber sair, não ter medo de sair. Se um catequista se deixa dominar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranquilo ele acaba sendo uma estátua de museu; se um catequista é rígido se torna encarquilhado  e estéril. Pergunto a vocês: alguém quer ser um covarde, estátua de museu ou estéril?

Mas atenção! Jesus não diz: ide, e se virem. Não! Jesus disse: Ide, eu estou convosco! Essa é a nossa beleza e a nossa força. Se nós partimos, se saímos para levar o seu  Evangelho com amor, com verdadeiro espírito apostólico, com parresia, Ele caminha conosco, nos precede, é o primeiro sempre. Vocês aprenderam o sentido dessa palavra. E isso é fundamental para nós: Deus sempre nos precede! Quando pensamos estar longe, em uma  extrema periferia, e talvez temos um pouco de temor, na verdade Ele já está lá. Jesus nos espera no coração daquele irmão, em sua carne ferida, em sua vida oprimida, em sua alma sem fé. Jesus está ali, naquele irmão. Ele sempre nos precede.

Caros catequistas, digo a vocês obrigado por aquilo que fazem, mas, sobretudo, porque vocês estão na Igreja, no Povo de Deus em caminho. Permaneçamos com Cristo, procuremos ser sempre uma  só coisa com Ele; O sigamos imitando-O em seu movimento de amor, no seu ir ao encontro do homem; e saiamos, abramos as portas, tenhamos a audácia de trilhar novas estradas para o anúncio do Evangelho! 

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal e Liliane Borges

Fonte:  http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=289971

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XV Congresso Estadual da Renovação Carismática Católica - 20 a 22 de setembro de 2013




Gilza trabalhando no Congresso.


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Servos e participantes partilham frutos do XV Congresso Estadual


O XV Congresso Estadual da RCC Bahia iniciou com um convite aos servos e participantes a serem  mensageiros da Boa Nova e da esperança. Assim ficou marcado o evento realizado nos dias 20 a 22 de setembro, na cidade de Itabuna/BA. A celebração de abertura, presidida pelo bispo da Diocese de Itabuna, Dom Ceslau Stanula, chamou cada um a dar um passo a mais em sua fé: “Nós que acreditamos em Jesus Cristo e no Espírito Santo precisamos pregar a Boa Nova tanto com palavras, como com exemplos.” Explicou o bispo.
O tema do Congresso: “Esta é a Vitória que vence o mundo: a nossa fé” foi citado por Dom Ceslau, levando os presentes a buscarem a renovação da fé: “Assim como no sertão, nossos corações estão vivendo um tempo de desertificação, por isso precisamos ser renovados com um novo hálito da fé”. O bispo chamou a atenção dos congressistas ainda para a importância do estudo do Catecismo da Igreja Católica, pois não se ama aquilo que não se conhece, afirmando que para sermos discípulos de Jesus, guiados pelo Espírito Santo é necessário conhecer este Jesus.
O encontro também contou com os direcionamentos e pregações dos membros do Conselho Nacional e Estadual: a presidente do Conselho Nacional, Katia Roldi Zavaris, o coordenador nacional do Ministério Jovem, Fernando Gomes, o gerente geral do Escritório Nacional da RCC Brasil, Lázaro Praxedes e a presidente do Conselho Estadual da RCC Bahia, Terezinha Araújo.
Além de várias atividades para crianças, como a realização do Congressinho, muitos momentos de espiritualidade e formação tocaram os servos que participaram do congresso. Assim como foi com a participante da diocese de Ilhéus, Roberta Freitas, que conta sua experiência de participar pela primeira vez de um congresso estadual: “Todos os momentos foram maravilhosos, mas dois deles marcaram muito meu coração: o lual com alguns jovens, onde eu senti no meu coração uma alegria verdadeira que a gente só pode ter quando nos colocamos na presença do Senhor e durante a missa de envio quando o bispo falava que nós precisamos fazer barulho sim, sem medo de anunciar o Cristo Salvador”. Testemunha.
Os frutos do evento também foram partilhados pelos servos que trabalharam no evento, foi o que o ministro de Música da cidade de Itabuna, Gilvan Nascimento de Almeida,  membro do Grupo de Oração Caminhando com Cristo, contou: “Para mim, servir no XV Congresso Estadual da RCC Bahia foi motivo de muitas bênçãos e alegrias.  O Espírito Santo nos falou muito. A cada dia, víamos que a promessa do Senhor pra nossa cidade estava sendo cumprida e realmente Itabuna não será mais a mesma, teremos uma cidade melhor com Deus reinando ainda mais! Deus seja louvado!” Exclama.
O Congresso também foi divulgado pelas redes sociais que contou com a publicação de vários internautas, dentre eles, o participante Gustavo Batista, da cidade de Coaraci: “Mais um congresso de avivamento espiritual, muita unção, poder e manifestação do Espírito Santo. Só fogo do Espírito, mais uma vez Deus agiu poderosamente em nosso meio, louvado seja Deus por todas as bênçãos derramadas sobre nós.

" ESTA É A VITÓRIA QUE VENCE O MUNDO A NOSSA FÉ!"
Fonte: http://congressorccbahia.blogspot.com.br/
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"Palavra de Deus deve ser a alma de tudo o que somos", diz bispo

"A Palavra de Deus deve ser a alma de tudo o que somos e fazemos". A afirmação é de Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo da Arquidiocese de Pelotas (RS) e presidente da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética da CNBB.

Especialmente neste mês dedicado a Bíblia, o arcebispo defende que a Palavra de Deus deve ser o "centro" da vida do cristão.
Para Dom Jacinto, há uma diferença notável entre ter acesso à Palavra de Deus e ter acesso ao livro da Bíblia. Ele explica que é possível viver a Palavra de Deus, mesmo sem ter a Bíblia nas mãos. Como exemplo, o arcebispo cita os grupos bíblicos. "Nós temos no Brasil afora grupos bíblicos em que as pessoas não tem o livro da Bíblia na mão, mas tem de fato a presença da Palavra de Deus, porque se reúnem em torno de um texto bíblico e fazem a leitura orante da Palavra de Deus".
O Arcebispo destaca que quando as pessoas se reúnem em comunidade, a Palavra de Deus se torna fácil. "Muitas vezes achamos que a Palavra de Deus é complicada, ela não é não, eu sempre digo que a Palavra de Deus é a Palavra de Deus e, Deus é Pai, e quer falar para seus filhos. Deus não complica para falar com seus filhos".
Dom Jacinto destaca porém uma atitude necessária por parte do cristão: abertura à Palavra. O arcebispo conta que gosta de recordar a oração de Jesus que está no Evangelho de Lucas 10, 21: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes essas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos". E explicou que, "os entendidos que Jesus disse são aqueles que usam só a razão, bom, se eu uso só a razão, aí Deus não consegue falar. Então, ser simples e pequenino é a gente deixar Deus falar sim à nossa razão, mas, ao nosso coração", explica.
O amor do arcebispo pela Palavra de Deus veio de sua mãe e o testemunho dela, é para Dom Jacinto uma prova de como Deus se revela aos humildes. "A mãe sabia ler a Palavra de Deus na vida, mesmo sendo analfabeta. Nunca conseguiu ler o livro da Bíblia, mas acolhia a Palavra de Deus na vida e colocava isso em comunhão".

Dom Jacinto fala ainda sobre as diferentes traduções da Bíblia, explica que quem segue a Palavra de Deus é feliz e pede que vivamos intensamente o mês da Bíblia, mas não somente o mês, "que a Palavra de Deus seja realmente a alma de tudo que somos e fazemos", pede Dom Jacinto.

Luciane Marins e Padre Roger Araújo

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25º Domingo do Tempo Comum – Domingo 22/09/13

Primeira Leitura (Am 8,4-7)

Leitura do Livro do Profeta Amós.
4Ouvi isto, vós, que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e adulterar balanças, 6dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?”
7Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”.

Responsório Sl 112)

— Louvai o Senhor, que eleva os pobres!
— Louvai o Senhor, que eleva os pobres!
— Louvai, louvai, ó servos do Senhor,/ louvai, louvai o nome do Senhor!/ Bendito seja o nome do Senhor,/ agora e por toda a eternidade!
—Louvai o Senhor, que eleva os pobres!
— O Senhor está acima das nações,/ sua glória vai além dos altos céus./ Quem pode comparar-se ao nosso Deus,/ ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono/ e se inclina para olhar o céu e a terra?
— Levanta da poeira o indigente/ e do lixo ele retira o pobrezinho,/ para fazê-lo assentar-se com os nobres,/ assentar-se com os nobres do seu povo.

Segunda Leitura(1Tm 2,1-8)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo apóstolo a Timóteo.
Caríssimo: 1Antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; 2pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade.
3Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador; 4ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, 6que se entregou em resgate por todos. Este é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, 7e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e — falo a verdade, não minto — mestre das nações pagãs na fé e na verdade. 8Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.

Evangelho (Lc 16,1-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, Jesus dizia aos discípulos: 1“Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’.
3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa, quando eu for afastado da administração’.
5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’
7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega a tua conta e escreve oitenta’.
8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9E eu vos digo: usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.
10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?
13Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.
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No mundo, sem ser do mundo. Uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo


"Eu não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo" (Jo 17,15-18).

Em tempos recentes, o Papa Francisco, continuando um processo iniciado pelo seu predecessor, tem sinalizado com uma série de medidas a realização de reformas administrativas na Igreja. Trata-se de confrontar com o Evangelho, cada dia com maiores exigências, a prática dos cristãos e dos organismos de governo da Igreja. Por outro lado, pelo mundo inteiro cresce a consciência dos valores éticos a serem reconhecidos e respeitados no trato com a coisa pública. Em nosso país, pelo menos, a sensibilidade da sociedade se torna mais aguçada para reagir diante da corrupção e dos desmandos existentes nos vários níveis de poder. Aumentado o escândalo, a vigilância se torna mais atenta.
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As parábolas de Jesus são tiradas dos fatos cotidianos ou da natureza para lançar luz sobre os acontecimentos e suscitar novas decisões nas pessoas. No Evangelho de São Lucas, recheado de sensibilidade pelos mais pobres, ganham relevo algumas delas, cuja atualidade se torna um verdadeiro presente de Deus para o nosso tempo. Um administrador ladino (Lc 16, 1-13) deve prestar contas de sua administração e, de acordo com os devedores de seu patrão, oferece-lhes um desconto extra. Hoje, tais acordos são milionários, com dinheiro que atravessa fronteiras para ser "lavado" ou entidades fictícias. E envolvem altas esferas dos poderes das diversas nações do mundo! Sabemos ainda que a esperteza dos interesses econômicos pode até ser justificada em nome do grande valor da paz. Não é de pouca monta o que corre pelo mundo com a fabricação e comercialização de armas. Justamente agora, usando as armas bíblicas da oração e do jejum, na grande convocação feita pelo Papa Francisco, foram desconcertados os poderes do mundo. Ele pediu a verdadeira paz para não acrescentar uma guerra a mais às existentes.

Sua voz ressoou pelo mundo: "É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Rainha da paz, quero responder: 'Sim, é possível para todos!' Queria que, de todos os cantos da terra, gritássemos: 'Sim, é possível para todos!' E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: 'Sim, queremos!' A minha fé cristã me leva a olhar para a cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: 'A violência e a guerra nunca são o caminho da paz!' Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação. Olha a dor do teu irmão. Penso nas crianças, somente nelas. Olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: 'Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!' (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965). 'A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade' (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz" (Homilia na Vigília pela paz, no da 7 de setembro de 2013).

O Senhor pede aos cristãos, hoje como ontem, uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo e na procura do progresso e da paz, como consequência da escolha feita no coração de cada um. Um adequado senso de realismo ajudará a perceber os riscos existentes. Como o coração humano pode ser dissimulado e astucioso, vale a vigilância constante, suscitada pela oração, assim como a revisão de vida, a fim de que não se comece pelos centavos para depois chegar aos milhões no uso injusto dos bens da terra. É possível, sim, que a maldade e a corrupção entre nos ambientes da própria Igreja e na prática dos cristãos! É muito fácil acostumar-se ao "todo mundo faz"! Nivelar por baixo o comportamento já trouxe e trará mais ainda muitos desastres. E aos que pretendem cuidar por si dos próprios interesses, as normas de administração aconselham consultorias, que não são outra coisa senão a capacidade de ouvir os outros e levar em conta sua visão mais objetiva. Além disso, transparência é estrada a ser percorrida pelos cristãos presentes em qualquer campo da sociedade. E ela só faz bem!

Podemos acolher o Evangelho para estar no mundo sem ser ou se contaminar com o mundo, por meio de recomendações precisas e límpidas: "Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 10-13). É tarefa para uma vida inteira! Para alcançar tais objetivos, "que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador" (1 Tm 2, 1-2).
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13309
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Papa destaca maior necessidade da Igreja nos dias de hoje


Em entrevista exclusiva à Revista jesuíta italiana La Civiltà Cattolica, o Santo Padre afirmou que sonha como uma "Igreja Mãe e Pastora". "Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, tomar a seu cargo as pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isto é Evangelho puro. Deus é maior que o pecado", destacou.

Francisco disse ainda que, por vezes, a Igreja encerrou-se em pequenas coisas e preceitos, porém, o mais importante é o primeiro anúncio: "Jesus Cristo salvou-te". Portanto, segundo o Pontífice, a atitude é a primeira reforma necessária na Igreja, e as reformas organizativas e estruturais são secundárias.

"Os ministros do Evangelho devem ser capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas, de saber dialogar e mesmo de descer às suas noites, na sua escuridão, sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado. Os bispos, em particular, devem ser capazes de suportar com paciência os passos de Deus no seu povo, de tal modo que ninguém fique para trás, mas também para acompanhar o rebanho que tem o faro para encontrar novos caminhos", enfatizou.

O Santo Padre falou também de temas complexos como o aborto e uniões homossexuais. Francisco recordou que, em Buenos Aires, recebia cartas de pessoas homossexuais que sentiam-se condenadas pela Igreja. "Mas a Igreja não quer fazer isso", explicou. E recordou que, em sua viagem de retorno do Rio de Janeiro, disse que se uma pessoa homossexual é de boa vontade e está à procura de Deus, ele não seria "ninguém para julgá-lo".

"É necessário sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada. Esta é também a grandeza da confissão: o fato de avaliar caso a caso e de poder discernir qual é a melhor coisa a fazer por uma pessoa que procura Deus e a sua graça".

O Pontífice afirmou o mesmo em relação às mulheres que cometaram aborto. E complementou: "Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente".

Na entrevista, realizada em três encontros no mês de agosto com o padre jesuíta Antonio Spadaro, especialista em comunicação e diretor da revista italiana La Civiltà Cattolica, Papa Francisco falou ainda, entre outros assuntos, sobre o que pensa de si mesmo, sua experiência a frente da Igreja, sua vocação jesuíta e sobre o rumo que pretende dar à Igreja em seu Pontificado. 
Papa Francisco afirmou em uma longa entrevista divulgada nesta quinta-feira, 19, que a maior necessidade da Igreja hoje é a "capacidade de curar as feridas e de aquecer o coração dos fiéis".

Kelen Galvan

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=289899



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Setembro: mês da [entrada da] Bíblia?


Já estamos em Setembro, o mês das Sagradas Escrituras. A ideia de ter um período para a Bíblia  tem como objetivo fazer a igreja estudar mais a fundo o que são os livros que compõe a Bíblia, sua origem, sua importância e, nesse processo, aprender que as Sagras Escrituras nasceram da Igreja e não o contrário. 

Objetivos à parte, o que se vê na prática litúrgica das paróquias é uma vontade de se dar destaque aos textos bíblicos, vontade esta legítima; todavia ela acaba sendo levada a cabo de maneira desastrosa.

Não raramente o mês da Bíblia se transforma do mês da "entrada" da Bíblia. Finda a oração do dia, ou mesmo depois da saudação do sacerdote, uma Bíblia ou um Lecionário é levado até o presbitério, por vezes o Evangeliário antes ou durante o Aleluia. Pode ser de maneira simples, com alguém andando pelo corredor central, pode ser cercada de velas, ou com balé, dentro de um coco, com uma menina sobre um "andor", com músiva e movimentos de capoeira, dentro de um carrinho de mão... nós sabemos muito bem como as equipes de liturgias e os folhetos litúrgicos sabem ser "criativos".

E é assim que o mês da Bíblia vira o mês da entrada da Bíblia, assim como em Maio tem a entrada de Nossa Senhora, Junho do Sagrado Coração de Jesus. E toda a riqueza do rito romano se resume a "entradas" temáticas, convertendo-se em pedagogia; e pedagogia velha: a mesma que adora umas plaquinhas com coisas escritas, comentários mais longos que as orações às quais deviam servir de introdução e alguém falando "de pé" e "sentados". Se na sua paróquia não tem nada do que foi mencionado nos últimos dois parágrafos, agradeça por que existem paróquias no Brasil em que mais se explica do que se reza, algo de dar inveja a Calvino!

Voltando à vontade legítima de dar destaque aos textos bíblicos, poderíamos citar algumas possibilidades lícitas e louváveis. A primeira é o uso do livro dos Evangelhos ou evangeliário, é um livro distinto do lecionário, que contém apenas os evangelhos dos domingos e principais solenidades.

Se se deseja usar o evangeliário em outro dia, pode-se "vestir" um lecionário, que contém os evangelhos de todos os dias como o evangeliário, com sua capa ricamente decorada. O evangeliário é levado um pouco elevado na procissão pelo diácono, na sua falta pelo leitor e posto sobre o altar. O evangeliário toma lugar na procissão entre clérigos e leigos, se o diácono que o leva deve ser o primeiro dos diáconos, se o leitor, o último dos leitores.  Ele pode ser posto "deitado" ou "de pé" sobre o altar, desde que não haja risco de ele vir a cair naturalmente.

Capa de evangeliário do século XII


Durante a aclamação ao Evangelho, o diácono, na sua falta o próprio sacerdote, vai até o altar, faz reverência e toma o livro e, omitindo-se nova reverência,e o leva para o ambão de maneira solene.

Nas igrejas menores em que o ambão está muito próximo do altar, convém fazer um caminho mais longo para ressaltar a solenidade do Evangeliário. Nessa procissão tomam lugar ainda o incenso e dois castiçais que tomam lugar nessa ordem à frente do evangeliário. Vale ressaltar que usam-se os castiçais, mesmo que já esteja ali o círio pascal aceso (como acontece no tempo pascal, exéquias e batismos).

 Procissão durante a aclamação ao Evangelho

No ambão, abre-se o livro. Diz-se a introdução e imediatamente antes do inicio do texto bíblico ele é incensado. Durante toda a proclamação, os castiçais com velas acesas permanecem junto do ambão.

Ao fim da proclamação, o diácono beija o livro ou, se for o Bispo a celebrar, pode levar o livro para que o Bispo o beije e abençoe o povo com o livro. O povo se inclina como que para a bênção final e traça sobre si o sinal da cruz.

Bento XVI osculando o evangeliário

 Papa Francisco abençoando os fiéis com o evangeliário

Salvo de for ordenação de diácono ou de bispo, o evangeliário retorna à sacristia. Além da procissão de entrada e durante a aclamação ao Evangelho, não se leva este livro em nenhuma outra procissão. O lecionário nunca é levado em procissão, salvo no rito de dedicação de igreja quando os leitores e o salmista levam-no até o Bispo e este, dizendo a fórmula "A palavra de Deus ressoe sempre..." o introduz na igreja a ser dedicada, o devolve ao primeiro leitor que o coloca no ambão. Essa é a única "entronização da Palavra" que existe.

 Leitora entregando o lecionário ao papa na dedicação de uma igreja

A Bíblia propriamente dita nunca se leva em procissão, ela pode e é louvável que esteja presente na igreja, mas não toma parte dos ritos litúrgicos.

Dentro da liturgia existem ainda outros pequenos costumes que podem ressaltar as sagradas escrituras, como colocar o evangeliário deitado sobre o altar e, sobre ele estender o corporal e ali colocar o ostensório. Existe outros pequenos gestos, frutos de uma sadia criatividade que não deturpa o Rito, ao contrário, o enriquece.





Por Kairo Rosa Neves de Oliveira  

Bibliografia
  • Cerimonial dos Bispos: 128, 140, 141, 895;
  • Introdução Geral do Missal Romano (3ª edição): 60, 133, 134, 172, 175.
Fonte: http://www.salvemaliturgia.com/2013/09/setembro-mes-da-entrada-da-biblia.html 
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