Copa 2014: Igreja estuda os desafios sociais do evento no Brasil

Da Redação, com CNBB

Portal da Copa
A Copa do Mundo em 2014 acontecerá no Brasil, entre os dias 12 de junho e 13 de julho
Representantes das cidades-sede dos jogos mundiais da Copa de 2014 estiveram reunidos, nos dias 16 e 17 de outubro, nas Pontifícias Obras Missionárias, em Brasília, para refletir sobre a presença da Igreja do Brasil durante a realização deste evento internacional.

O encontro foi presidido pelo bispo referencial da Pastoral do Turismo e arcebispo de Maringá (PR), Dom Anuar Battisti, e contou com a participação de membros da Pastoral do Povo de Rua e da Pastoral da Mulher Marginalizada.

Trata-se de uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, por meio da Pastoral do Turismo e do Setor Mobilidade Humana. Na ocasião, os participantes discutiram os desafios sociais relacionados à Copa do Mundo, como remoções, exploração sexual, higienização das cidades e o aspecto religioso.

Durante a reunião foi criado um grupo de trabalho nacional para articular os comitês arquidiocesanos. Além disso, o grupo decidiu organizar um calendário comum de atividades, elaborar um folder com orientação sobre os desafios e perspectivas que envolvem a Copa, capacitar agentes de pastoral para o acolhimento de turistas, entre outros encaminhamentos que serão enviados, pela Pastoral Turismo, aos bispos do Brasil.
Preocupações da Igreja
Dom Anuar Battisti lembra as comunidades impactadas pelas obras da Copa. “As remoções estão acontecendo devido às obras de infraestrutura em preparação para evento. Precisamos nos posicionar, como Igreja, diante da realidade sofrida por estas pessoas”, ressalta.

Recorda, ainda, a exploração sexual e o tráfico humano. “Junto com o turismo, necessário ao nosso país, veremos aumentar o risco de situações de prostituição atingindo especialmente a juventude e até mesmo crianças e adolescentes, fato que já é realidade em nosso país”, explica.

Além disso, a Pastoral do Turismo preocupa-se, também, com a acolhida dos turistas que virão participar da Copa e conhecer o Brasil. “Queremos marcar presença como Igreja acolhendo, oferecendo oportunidade de oração e, principalmente, manifestar nossa hospitalidade”, disse.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=290143
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