Domingo da Divina Misericórdia



O Domingo da Divina Misericórdia é celebrado no domingo seguinte a Solenidade de Páscoa em todas as Igrejas do mundo. A data foi instituída pelo, na época, Papa João Paulo II, em 30 de abril do ano de 2000.
Este domingo é dedicado, especialmente, para a salvação de almas, por isso concede-se nesta ocasião indulgência plenária aos pecadores, sob as condições pré-estabelecidas - Confissão sacramental, Comunhão Eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice.
Além disso, a intenção também é reaproximar os fieis de Deus e reforçar a crença na Misericórdia do Senhor, que, em Sua infinita benevolência, é capaz de realizar obras grandiosas, livrando de momentos de dificuldades, sofrimentos, privações e provações todos aqueles que creem na Clemência Dele, como afirma o decreto da Penitenciaria Apostólica sobre as indulgências para esse domingo.
“Com providencial sensibilidade pastoral, o Sumo Pontífice João Paulo II, a fim de infundir profundamente na alma dos fiéis estes preceitos e ensinamentos da fé cristã, movido pela suave consideração do Pai das Misericórdias, quis que o segundo Domingo de Páscoa fosse dedicado a recordar com especial devoção estes dons da graça, atribuindo a esse domingo a denominação de "Domingo da Divina Misericórdia" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto “Misericors et miserator”, 5 de Maio de 2000).
Durante este dia, a Igreja convida a todos a realizarem a Festa da Misericórdia como forma de reconhecer e dar graças pela Misericórdia Divina.
Esta Festa, apesar de ter sido instituída pelo Papa João Paulo II no ano 2000, já era realizada há muitos anos, nesta mesma data, na Polônia, pela, na época, Irmã Faustina Kowalska.
Segundo Irmã Faustina o festejo era realizado a pedido de Jesus, que aparecia para ela e a instruía para que trabalhasse na propagação da Divina Misericórdia.
Todas as aparições de Jesus à Ir. Faustina foram registrados em seu diário. Segundo os escritos, Jesus pediu a Irmã que fosse realizada a Festa da Misericórdia em toda a Igreja; pedido apontado, pelo menos, em 15 momentos nas anotações, como cita um trecho retirado do diário da religiosa.
"Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças... Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia." (Diário no.699).
Em outro relato, Jesus teria feito outro comentário sobre a Festa: “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pobres pecadores. (...) Neste dia estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre aquelas almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que for à confissão e receber a Sagrada Comunhão obterá remissão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais se derramam as graças. Que nenhuma alma receie vir a Mim, ainda que os seus pecados sejam tão vivos como escarlate.” (D 699)
Além da Festa, a Igreja pede que sejam realizados o Terço da Misericórdia; a Novena da Divina Misericórdia; a Hora da Misericórdia, realizada às 15h - em memória da hora da morte da religiosa - e a Imagem da Misericórdia Divina; indicações também feitas pela religiosa.
A Imagem da Misericórdia é um quadro de Jesus, pintado à mão por um pintor renomado naquele tempo, a partir das descrições feitas pela Irmã. A obra ainda trazia a seguinte inscrição: “Jesus, eu confio em vós!” (Jezu, ufam Tobie!).
Por não ter credibilidade, a Imagem e os escritos produzidos pela Irmã Faustina foram proibidos por mais de duas décadas.
Após analisar os escritos originais, a Santa Sé voltou atrás e autorizou, em 1978, a devoção da Devoção da Divina Misericórdia.
Em 1994, Irmã Faustina foi beatificada e em 2000, canonizada com o título: Santa Maria Faustina do Santíssimo Sacramento.
Curiosidade:  João Paulo II x Domingo da Misericórdia
Karol Józef Wojtyla, Papa João Paulo II, instituiu no ano 2000 a Festa da Misericórdia no 2 º Domingo da Páscoa.
O religioso faleceu no dia 02 de abril de 2005, que na época coincidiu com esta festividade.
E no dia 27 de abril, quando será celebrado o Domingo da Misericórdia, o beato João Paulo II será canonizado, junto com o beato João XXIII.

Por Gislene Ribeiro

Fonte: http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br/noticias.php?cod=1825
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